A Madeira nos Principais Roteiros Turísticos
A dimensão global do Vinho Madeira seria uma força-motriz para a afirmação da Madeira no panorama turístico internacional. O espectro da guerra, sob a voracidade conquistadora de Napoleão, também contribuiu para a elevação da Madeira a destino turístico por excelência, beneficiando das convulsões que faziam periclitar a paz que os viajantes procuravam nos destinos habituais. À ilha foi atribuída uma aura redentora, devido ao seu clima ameno e águas tépidas, pelo que ganhou ímpeto o turismo terapêutico. No século XIX, a Madeira já havia consolidado a sua posição de destino magnético. A aristocracia europeia foi cliente assídua dos ares taumatúrgicos da Madeira, um “cantinho de céu” para algumas cabeças coroadas da Europa. A Imperatriz austro-húngara Sissi escolheu a Madeira para passar o inverno de 1860. Em abril de 1861, partiu e deixou um rasto de saudade entre os locais, seduzidos pela beleza e magnanimidade da Imperatriz. Sissi haveria de voltar à Madeira na última década do século para uma estadia curta.   A relação entre Sissi e o seu destino balsâmico predileto foi imortalizada com uma estátua no relvado adjacente ao atual Casino Park Hotel. Depois de Sissi, o destino do Império Austro-Húngaro também passou pela Madeira, com contornos fatídicos. Após a I Guerra Mundial, o Império ruiu e o seu Imperador foi forçado ao exílio. Depois de algumas peripécias, Carlos instala-se na Madeira em condições de saúde precárias. A Madeira já não o podia salvar. Faleceu depois de um lento definhamento, para dor dos locais que se acumulavam na Igreja do Monte e rezavam pela saúde de um monarca no seu labirinto. Mais tarde, João Paulo II beatificou Carlos I, cujos restos mortais repousam na terra que lhe deu guarida quando a Europa o desprezava.