Gastronomia
 Quem tem boca vai a Roma, diz-se, mas também convém saborear a inimitável espetada regional madeirense. Singularidade da gastronomia local, a espetada regional, com carne de vaca e originalmente servida em pau de louro extraído da Laurissilva, é parte integrante de qualquer itinerário que não descura o afamado bolo-do-caco. A oferta gastronómica regional é vasta e abrangente. A relação ancestral entre os madeirenses e o mar vai pescar nas profundezas atlânticas uma das mais apreciadas iguarias regionais. O filete de peixe-espada preto faz-se acompanhar pela banana frita, fruto cuja presença garante um diálogo etnográfico, no prato, entre a terra e o mar. Igualmente impreterível na mesa madeirense, a versatilidade do milho frito adapta-se aos pratos que compõem o cardápio, entre os quais também se destaca o bife de atum.     Durante as horas que medeiam os repastos, as lapas grelhadas ou a carne de vinho e alhos seduzem o palato de quem considera que a gula, na Madeira, é um pecado capital que merece perdão. E podemos, até, tentar afastar um cálice de Vinho Madeira, mas brindemos à nossa vontade. Ou degustar uma poncha tradicional - feita com aguardente de cana, mel e limão -, a bebida que nasceu entre a comunidade piscatória de Câmara de Lobos e rapidamente se transformou numa bandeira da Madeira, a exemplo do que acontece com os bolos e as broas de mel, responsáveis pela persistência da cultura sacarina nos dias da ilha.