Participantes

Adélia Carvalho   Escritora (PortugaL)   Programa do autor

Adélia Carvalho é uma das novas referências portuguesas no segmento da literatura infantil. Autora de diversos livros que têm vindo a compor o imaginário das crianças, a escritora nascida em Penafiel fundou, recentemente, a editora Tcharan em parceria com a ilustradora Marta Madureira. Em 2008, a atividade literária de Adélia Carvalho ganhou uma nova dimensão mediante a abertura, 

 

 no Porto, da livraria  Papa-Livros, um espaço dedicado à literatura infantojuvenil. Licenciada em Educação de Infância, a escritora tem lecionado em várias escolas, fazendo uso das suas prerrogativas para promover encontros com escritores e ilustradores. Era uma vez um cão, lançado no final de 2012, é a obra mais recente da escritora.

1 DE ABRIL | 18:00

ATL Gymboree

2 DE ABRIL | 9:30

Externato Princesa D. Maria Amélia

3 DE ABRIL | 10:00

Escola B+S Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas

Ana Luísa Amaral    Escritora (portugal)   Programa

Nome de vulto da poesia portuguesa, Ana Luísa Amaral nasceu na capital portuguesa em 1956. Doutorada em Literatura Norte-Americana com uma tese sobre Emily Dickinson (1830-1886), leciona Literatura Inglesa no Departamento de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras do Porto. Com 14 livros de poesia e 9 infantis no currículo, para além de traduções e obras adaptadas ao teatro, o engenho poético de Ana Luísa Amaral assegurou-lhe lugar de honra em múltiplas antologias portuguesas e estrangeiras. Traduzida para várias línguas, como castelhano, inglês, francês, alemão, holandês, russo, búlgaro e croata, a poetisa tem, no seu pecúlio de condecorações, o Prémio Literário Casino da Póvoa / Correntes d’Escrita (2007), fruto d’ A Génese do Amor, e o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (2008) com o livro Entre dois rios e outras noites.


 

Em 2012, a primeira edição do Prémio Rómulo de Carvalho / António Gedeão agraciou Ana Luísa Amaral. Vozes, um trabalho de 2011, foi escolhido por unanimidade pelo júri. Antes, a poetisa portuguesa recebeu a sua primeira distinção internacional, ao ser contemplada, em Itália, com o Prémio de Poesia Giuseppe Acerbi. Feminista e com um vasto trabalho de investigação na área, Ana Luísa Amaral é autora, com Ana Gabriela Macedo, do Dicionário de Crítica Feminista  e coordenou a edição anotada de Novas Cartas Portuguesas.  Neste momento, coordena o projecto internacional Novas Cartas Portuguesas, 40 anos depois, o qual envolve 13 equipas internacionais e mais de 15 países.

Foto © Rita Amaral 

5 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

5 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de lidar com as mulheres (Schopenhauer)

 

 

Anselmo Borges    Teólogo (Portugal)   Programa

Anselmo Borges é uma das grandes autoridades portuguesas em matéria de Religião. Teólogo, Filósofo e Professor, leciona Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, depois de ter estudado Teologia na Universidade Georgiana, em Roma, Ciências Sociais na École des Hautes Étudese, Paris, e Filosofia na Universidade de Coimbra. Colunista do Diário de Notícias, espaço que Anselmo Borges dedica, normalmente, a questões de atualidade religiosa, o teólogo e filósofo é autor de uma vasta obra que contribui para tomar o pulso à relação entre o Homem e a Transcendência. 

 

Marx ou CristoJanela do (In)visívelReligião: Opressão ou Libertação?, Morte e EsperançaCorpo e Transcendência ou Janela do (In)finito: Deus e o sentido da existência são alguns dos títulos que compõem o trajeto de um autor prolífero. Para além dos livros da sua autoria, Anselmo Borges também coordenou algumas obras, entre as quais E Deus Criou a Mulher, publicado pela nova delphi, e Deus no Século XXI e o Futuro do Cristianismo. Já durante este ano, Anselmo Borges coordenou a obra Quem foi/Quem é Jesus Cristo, aclamada pela crítica como uma das mais abalizadas análises à vida e legado de Jesus.

6 DE ABRIL | 11:45 | Conversa cruzada

A arte da libertação (Krishnamurti)

António Barroso Cruz    Escritor (Portugal)   Programa
António Barroso Cruz nasceu na capital portuguesa em 1962. Licenciado em Turismo pelo Instituto Superior de Línguas e Administração, o escritor apaixonado por viagens escolheu a Madeira como porto de abrigo. Cosmopolita, António Barroso Cruz já visitou mais de 60 países em viagens que nutrem a profusa atividade literária. Colaborador de revistas e jornais, para além de passagens pela representação teatral, o escritor perfila-se em várias antologias publicadas em Portugal, Itália e Brasil.    Da poesia à crónica, sem descurar o conto, escrita infantojuvenil e a narrativa de viagens, a última obra de poesia do autor chegou aos escaparates já em 2013: Poemas à flor da peleContos de um pretérito (im)perfeito e Palavras de Maldizer e Bem-querer são os últimos trabalhos do autor. 

3 DE ABRIL | 10:00

Escola B+S Dr. Luís Maurílio da Silva Dantas

Antonio Scurati    Escritor (itália)   Programa do autor
Nascido em 1969 na cidade de Nápoles, Antonio Scurati é um escritor incontornável no panorama literário italiano. Após concluir a licenciatura em Filosofia, Scurati rumou a França, país que promoveu o seu encontro com Jacques Derrida, na École des Hautes Études. Regressou a Itália para realizar doutoramento em Bergamo, período durante o qual decidiu enveredar pela carreira académica. Hoje, é professor e investigador na Libera Università di Lingue e Comunicazione, em Milão. Com alguns livros publicados, o ano de 2005 marcou a ascensão de Scurati ao patamar dos escritores consagrados. Il sopravvissuto, o seu segundo romance, arrebatou a XLII edição do Prémio Literário Campiello. Interventivo e atento às mutações impostas pelos tempos, o escritor napolitano conquistou a sua tribuna na imprensa italiana, com crónicas no jornal diário La Stampa e no semanário Internazionale.   A crescente influência de Scurati na digestão do quotidiano transalpino e internacional – representada, em todo o seu esplendor, no livro de crónicas Gli anni che non stiamo vivendo - garantiu-lhe, também, uma rubrica no mediático programa televisivo Parla com Me. Em 2012, e sob a chancela da editora nova delphi, o talento de Scurati ganhou expressão na Língua Portuguesa com a publicação de A Criança que sonhava com o fim do mundo, lançada em 2009. Antonio Scurati, para quem a escrita surgiu sem a influência pessoal de qualquer mestre – “todos aqueles que foram meus mestres já estão mortos” –, repete a presença no Festival Literário da Madeira, depois de ter contribuído para abrilhantar a edição de estreia em 2011.

5 DE ABRIL | 16:00

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 10:00 | Conversa cruzada

A arte da guerra (Sun Tzu)

Carlos Quiroga    Escritor (galiza)   Programa
Galego, Carlos Quiroga é um dos grandes responsáveis pela preservação e valorização do património cultural que Portugal partilha com a Galiza. Cultor da lusofonia e reputado especialista em Fernando Pessoa, Quiroga leciona Literaturas Lusófonas na Universidade de Santiago de Compostela. Nascido em Escairom, Terra de Lemos, nos alvores da década de 60, Carlos Quiroga é uma das vozes mais obstinadas na luta pela defesa da Língua Galega. Com um vasto trabalho académico que reforça o diálogo entre a lusofonia e o galego, o início da carreira literária de Quiroga remonta a 1999, com a publicação de G.O.N.G – mais de 20 poemas globais e um prefácio esperançado. No mesmo ano, Periferias, obra em prosa que comprova a versatilidade do escritor, mereceu a atribuição do Prémio Carvalho Calero, galardão que consagra narrativas e que o autor voltaria a conquistar em 2006, através de Inxala – Espero por ti na Abissínia.   Em 2002, a trilogia Viagem ao Cabo Nom fez a sua primeira escala n’ A Espera Crepuscular de um poeta que elege Lisboa como santuário de criação, enredo pelo qual a influência heteronímica de Pessoa se passeia com a naturalidade de um residente. O ciclo da trilogia – que reúne poesia, fotografia e narrativa – fechou-se em 2005 com O regresso a arder. Publicado no Brasil, Itália e, naturalmente, Portugal, Carlos Quiroga sintetizou assim o seu amor de um galego à Língua Portuguesa, num artigo publicado pelo Jornal de Letras: “Por isso, Língua, como se fosses a gente que és, volta os olhos de letra e admira-te desta nossa intensidade de amor: tem o sorriso louco das mães do Helder, colado à boca que te roça em Camões.”

4 DE ABRIL | 10:00

Escola Secundária Francisco Franco

6 DE ABRIL | 15:30 | Conversa cruzada

A arte de pagar as suas dívidas (Balzac

Carlos Vaz Marques    Jornalista  (Portugal)   Programa do autor
Jornalista profissional desde 1987, Carlos Vaz Marques é dono de uma voz inconfundível. Património vivo da rádio portuguesa, o jornalista integra a redação da TSF desde 1990. Antes, uma passagem pelo JL - Jornal de Letras, Artes e Ideias, casa que apadrinhou a sua estreia no jornalismo, terá contribuído para reforçar o apelo magnético da cultura sobre Vaz Marques. Com uma carreira recheada de glórias, Carlos Vaz Marques é autor do programa Pessoal e Transmissível, na TSF, veículo através do qual o jornalista já entrevistou centenas de personalidades. Dalai Lama, Xanana Gusmão, os Nobel da Literatura José Saramago e Mário Vargas Llosa, Salman Rushdie e Caetano Veloso, entre outros nomes ínclitos, desfilam na antena da rádio desde 2001.Rubrica incontornável, Carlos Vaz Marques também coordena o Governo Sombra, programa semanal que começou na TSF e conquistou espaço na televisão.    Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira compõem a equipa ministerial. Na rádio, Carlos Vaz Marques já exerceu múltiplas funções. Antigo responsável pelas manhãs informativas da TSF, moderador de debates em período eleitoral e enviado especial a várias zonas do globo, a coordenação da coleção Literatura de Viagens, nas edições tinta da China, materializa a paixão de Carlos Vaz Marques pela dilatação de horizontes. Tradutor de várias obras literárias, Carlos Vaz Marques foi premiado pela Casa da Imprensa como autor de rádio, em 2005, Em 2009, arrebatou o prémio “Jornalismo Científico” com a reportagem “Dali, primata como nós.” Este ano, a versão portuguesa da consagrada e centenária revista Granta chega às bancas sob a sua direção

6 DE ABRIL | 10:00 | Conversa cruzada

A arte da guerra (Sun Tzu)

6 DE ABRIL | 15:30 | Conversa cruzada

A arte de pagar as suas dívidas (Balzac)

Cláudia Rodrigues    Jornalista (Portugal)   Programa
Jornalista madeirense, Cláudia Rodrigues acabou o ensino secundário e rumou a Coimbra. Na mais antiga Universidade portuguesa e uma das mais antigas do Velho Continente, concluiu a licenciatura em Comunicação Social. A redação do Diário de Notícias, em Lisboa, apadrinhou o batismo no ofício do jornalismo. Após um ano a trabalhar num dos principais jornais portugueses, Cláudia Rodrigues iniciou a sua colaboração com a revista Evasões   No regresso à ilha, ingressou na redação do extinto Notícias da Madeira, antes de integrar o elenco do Culturalmente, um magazine de divulgação cultural transmitido pela RTP Madeira. Em 2008, ganhou voz na Antena 1 Madeira e permanece nos quadros da rádio pública nacional. Apresenta o programa semana Casa das Artes, na RTP Madeira

4 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de morrer longe (Mário de Carvalho)

Cláudia Sousa    Ilustradora (Portugal)   Programa do autor
Artista plástica nascida na Madeira em 1981, Cláudia Sousa dedicou-se desde precoce idade ao ofício do desenho. Licenciada em Artes Plásticas, variante de Pintura, pela Universidade da Madeira, a artista madeirense enveredou pelo ensino, caminho através do qual reforçou a relação íntima que há muito mantinha com a Arte. Com Mestrado em Educação Artística, Cláudia Sousa trabalha com crianças desde os primeiros meses até aos 5 anos, num projecto de desenvolvimento infantil que conjuga a Arte plástica e a Música.   Protagonista de algumas exposições individuais desde 2006, Cláudia Sousa participou no projecto colectivo Há Sempre Magia no Natal, ao lado de 16 autores madeirenses e 15 ilustradores.

2 DE ABRIL | 11:30

Colégio de Santa Teresinha

2 DE ABRIL | 14:30

Biblioteca de Camara de Lobos

Diana Pimentel   Escritora (PortugaL)   Programa do autor

Diana Pimentel nasceu em Lisboa em 1972. Doutorada em Letras (com a especialidade em Linguagem e Comunicação, em 2008), obteve o grau de Mestre em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea (em 2000), pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Professora Auxiliar na Universidade da Madeira, tem publicado ensaios e recensões críticas em diversas revistas (Colóquio-Letras, Relâmpago, Mealibra, Revista de Estudos Literários, entre outras), nas quais tem escrito sobretudo sobre poetas: Camilo Pessanha, António Aragão, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo, Herberto Helder, José Agostinho Baptista, José Tolentino Mendonça, Vasco Graça Moura, Ana Luísa Amaral, Adília Lopes, Hélia Correia e Inês Fonseca Santos.

Colaboradora do Diário de Notícias – Madeira (com crónicas mensais), participou nos documentários “Meu Deus faz com que eu seja sempre um poeta obscuro” – sobre Herberto Helder – (realizado para a RTP 2, em 2007) e “David Mourão-Ferreira: retrato com palavras” (realizado para a RTP 2, em 1996).

 

 

Entre 1995 e 1999 integrou a equipa da Fundação Calouste Gulbenkian responsável pelo portal da revista Colóquio-Letras e foi colaboradora do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas / Biblioteca Nacional (entre 1997-1999).

Colaborou nos volumes V e VI do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (Lisboa, 2000 e 2001, respectivamente).

Organizou e editou Pontos Luminosos. Açores – Madeira, Antologia de poesia do século XX (Porto, 2006) e In Fabula – Antologia comemorativa de quarenta anos de vida literária, de José Viale Moutinho (Porto, 2008).

É co-autora de e depois? – sobre a cultura na Madeira, Funchal, Universidade da Madeira (2005) e autora de Ver a Voz, Ler o Rosto: uma polaróide de Herberto Helder (Porto, 2007).

4 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

5 DE ABRIL | 16:00

Universidade da Madeira

 

 

 

Filipa Leal    Jornalista e Escritora (Portugal)   Programa do autor
Licenciada em Jornalismo pela Universidade de Westminster, Londres, e com Mestrado em Literatura (Estudos Portugueses e Brasileiros) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Filipa Leal publicou, em 2003, Lua-Polaroid, livro de estreia que serve de referência luminosa para um trajecto literário que comemora o 10º aniversário. Em 2004, a escritora apresentou o seu primeiro trabalho de poesia, Talvez os Lírios Compreendam. A Cidade Líquida e Outras Texturas, O Problema de Ser Norte e A Inexistência de Eva (finalista do Prémio Correntes d’Escritas) compõem o percurso literário da autora. No exercício do jornalismo, Filipa Leal foi, durante os últimos três anos, jornalista e locutora residente do extinto programa Câmara Clara/Diário Câmara Clara, emitido pela RTP2.   

Antes, protagonizou uma incursão pela Rádio Nova e assumiu a edição do suplemento Das Artes, Das Letras, no jornal O Primeiro de Janeiro, para além de ter desempenhado as mesmas funções na revista da Casa Fernando Pessoa. Antiga colaboradora da revista Os Meus Livros, a escritora publicou artigos em múltiplos jornais e revistas (Egoísta, MeaLibra, INÚTIL, Colóquio Letras, Textos e Pretextos, entre outras) e integra antologias em Portugal, Itália, Croácia, Galiza, Colômbia e Venezuela. A Cidade Líquida e Outras Texturas mereceu publicação em Espanha, numa edição bilingue, e um dos seus poemas foi exposto no Metro de Varsóvia, ao abrigo da iniciativa, Poems on the Underground. Em 2012, Filipa Leal representou Portugal no Festival de Poesia de Berlim e lançou a sua última coletânea de poesia, Vale Formoso.

 

Foto © Maria Craveiro

4 DE ABRIL | 10:00

Escola B+S Padre Manuel Álvares

5 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

5 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de lidar com as mulheres
(Schopenhauer)

Francisco Fernandes    Escritor (portugal)   Programa do autor
Francisco Fernandes nasceu no Funchal, em 1952, cursou Finanças e concluiu o mestrado em Gestão do Desporto. Docente de Matemática, Ciências Naturais e Estatística, foi Secretário Regional de Educação e Cultura da Região Autónoma da Madeira. Com vários livros publicados nas áreas da investigação, dramaturgia e ficção (narrativa e romance), Francisco Fernandes consagrou-se como autor de literatura infantil. Duas Estrelas do Mar e Um Peixe Prateado assinalou, em 2003, a estreia do autor como compositor do imaginário infantil. O Diogo Quer Ser FutebolistaA Estrela PerdidaA História de MonakusA Madalena Descobre o Basquetebol, 
   Alguém avisou o Pai-Natal?, O Enigma do Código *uSn, O Enigma da Casa das Mudas, O Enigma do Palácio, Irina, Aliane e Zaneah, Porque devo ir à Escola?, O Sonho da Maria e a biografia do General José Vicente de Freitas, A Liberdade de Pensar,
 entre outros títulos, compõem o currículo do autor. O seu romance A Casa do Penedo da Gaivota mereceu uma Menção Especial, no âmbito do Prémio Literário Edmundo Bettencourt. O conto intitulado A esquina 95 justificou a atribuição do prémio António Feliciano Rodrigues, promovido pela Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.

1 DE ABRIL | 15:00

Orfanato Princesa D. Amélia

2 DE ABRIL | 10:00

Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Professor
Francisco Barreto

2 DE ABRIL | 15:00

Escola Basica e Pré escolar do Boliqueime

Gina Picart    Escritora (Cuba)   Programa
Demorou a chegar, mas chegou. O ano de 2012 assinalou a entrada de Gina Picart no mercado editorial europeu, sob a chancela da editora madeirense nova delphi. De Cuba para o Velho Continente, com escala noutra ilha atlântica, Óleo sobre tela é a obra que começa a desenhar os contornos europeus de um futuro literário que se prevê auspicioso.  Nascida em 1956, Gina Picart cedo se dedicou à palavra, licenciando-se em Filologia e Jornalismo na Universidade de Havana. Omnipresente no meio cultural cubano, a autora de A lagoa do Anjo, sua obra de estreia, distinguiu-se no jornalismo cultural.    O labor de Gina Picart encontrou veículos de expressão em várias rádios, jornais e revistas, plataformas a partir das quais também exerceu crítica literária. Com 10 livros publicados - o último dos quais em 2012 (La casa del alibi) – e presença em inúmeras antologias, à escritora cubana foi atribuído, em 2007, o mais importante prémio literário cubano, Alejo Carpentier del Cuento, com Óleo sobre tela. A obra de Gina Picart revela-se demasiado escorregadia para caber numa categorização literária. A crítica situa-a em territórios movediços, entre os géneros gótico e fantástico, com incursões pela História.

5 DE ABRIL | 16:00

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 11:45 | Conversa cruzada

A arte da libertação (Krishnamurti)

Inês Fonseca Santos    Jornalista e Poeta  (Portugal)   Programa do autor
Jornalista e poeta, Inês Fonseca Santos nasceu em 1979 e publicou As Coisas, o seu primeiro livro de poesia, em 2012. Em escassos dias, confessou a autora, As Coisas compuseram-se após anos de formação lenta, “quase geológica”, diagnosticou o crítico e escritor José Mário Silva. Licenciada em Direito, Inês Fonseca Santos iniciou a carreira jornalística por mero acaso. Quando já realizava Mestrado em Literatura Portuguesa, do qual emergiu a tese A poesia de Manuel António PinaO encontro do escritor com o seu silêncio –, uma vaga no programa Sociedade das Belas Artes, do canal privado SIC Notícias, abriu-lhe as portas do jornalismo. Mais tarde, já como jornalista freelancer, trabalhou no programa Laboratório, dedicado aos criadores nacionais. Colaborou com algumas revistas literárias, como Ficções, Textos e Pretextos, Relâmpago e, mais recentemente, Duas Margens e Inútil  

Em 2006 publicou Produções Fictícias - 13 anos de insucessos e, pouco depois, tornou-se associada da empresa que se dedica à produção de conteúdos para televisão, rádio e imprensa escrita, assumindo a coordenação e apresentação do programa de rádio A História Devida. Em parceria com Nuno Artur Silva, organizou Antologia do Humor Português. Jornalista do Câmara Clara entre 2006 e 2012, foi editora e apresentadora da versão diária do mesmo programa da RTP2. Ao longo deste ano, Inês Fonseca Santos coordena o ciclo Humor de Pessoa, na Casa Fernando Pessoa.

Foto © Pedro Macedo

4 DE ABRIL | 11:30

Escola B+S Dr. Ângelo Augusto da Silva

5 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

5 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de lidar com as mulheres
(Schopenhauer)

5 DE ABRIL | 19:45 | lançamento

A Habitação de Jonas

Isabel Leal   Escritora (PortugaL)   Programa do autor

Trabalhar com as crianças e suas famílias é a missão a que se dedica Isabel Leal. Mulher do Mundo, a autora aproveitou afazeres profissionais para absorver culturas díspares e estabelecer diálogos entre elas. Com os comportamentos inter-relacional e inter-geracional no seio familiar como objectos de estudo, Isabel Leal é o rosto de uma nova abordagem didáctica. 

 

Professora de Meditações Reiki para crianças e jovens, a autora já publicou quatro livros: Meditação para Crianças, Crianças de um Novo Mundo – Os Cristal, Crianças de um Novo Mundo – Os Índigo, Em Casa ou na Escola, O Meu Anjo da Guarda Aconselha.

2 DE ABRIL | 10:30

Colégio de Santa Teresinha

2 DE ABRIL | 14:30

Biblioteca do Curral das Freiras

João Luís Barreto Guimarães    Escritor (portugal)   Programa

Uma poesia cirúrgica, construída e reconstruída com a precisão do bisturi. Esta pode ser uma definição possível para a arte poética de João Luís Barreto Guimarães, especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho. Com várias coletâneas de poesia publicadas, o autor nasceu em 1967 e estreou-se com o auspicioso Há Violinos na Tribo, em 1989, dando continuidade à carreira literária com Rua Trinta e Um de fevereiro (1991), Este Lado para Cima (1994) e Lugares Comuns (2000). 3 (poesia 1987-1994), o seu quarto livro, reúne as três primeiras obras.


 

Em 2003, Rés-do-Chão confirmou João Luís Barreto Guimarães como um dos novos poetas portugueses que mais se elevam. Luz Última (2006), A Parte pelo Todo (2009) e Poesia Reunida (Lisboa, Quetzal, 2011), este último título a compilação de 22 anos de poesia, completam o trajeto literário do autor. O título da última obra de João Luís Barreto Guimarães pode ser lido pelo autor como se procurasse orientação no mapa da grande poesia: Você está aqui (Lisboa, Quetzal, 2013).

4 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 10:00 | Conversa cruzada

A arte da guerra (Sun Tzu)

João Paulo Cotrim    Escritor (Portugal)   Programa

João Paulo Cotrim nascem em Lisboa em 1965. Lançou-se há pouco ao abysmo, uma editora onde os livros se fazem projetos, entre os quais o premiado álbum Sérgio Godinho e as 40 Ilustrações ou Autismo, de Valério Romão. Guionista para filmes de animação , como o Fado do Homem Crescido, com Pedro Brito, ou Sem Querer, com João Fazenda, escreveu também novelas gráficas, como a aclamada Salazar – Agora, na Hora da Sua Morte,  e ficção, de que é exemplo O Branco das Sombras Chinesas, em parceira com António Cabrita. Dedicou-se também aos ensaios, destacando-se Stuart – A Rua e o Riso ou El Alma de Almada El Ímpar – Obra Gráfica 1926-1931) e à arte dos aforismos, plasmados n’A minha gata. Já deixou a sua marca na poesia, ao publicar Má Raça, com Alex Gozblau, e privilegiou histórias para “as mais disparatadas infâncias”, expostas em Sem Querer, em articulação com André da Loba. 

  Dirigiu desde a sua abertura, em 1996, até 2002, a Bedeteca de Lisboa, tendo em consequência organizado um sem número de edições, iniciativas e exposições, bem como participado em colóquios, simpósios e conferências. Lecionou vários workshops e cursos no ArCo e no IADE, na Pós-Graduação em Ilustração e Banda Desenhada. Assinou A Narrativa do Século – Dois ou  três apontamentos sobre a picaresca viagem da banda desenhada pelo século XX incluída em A Arte no Século XX (Afrontamento/Fundação Serralves, 2002). É coordenador do site de promoção de leitura Cata Livros.

4 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

5 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de lidar com as mulheres
(Schopenhauer)

João Tordo    Escritor (Portugal)   Programa

Nascido em agosto de 1975, sob o signo das disputas ideológicas que marcaram o “verão quente”, João Tordo cedo percebeu que a palavra seria o seu caminho natural. Filho de Fernando Tordo, umas das grandes referências musicais portuguesas das últimas décadas, João Tordo licenciou-se em Filosofia e logo enveredou pela dimensões que lhe garantiam uma relação diária com a escrita. Com passagens por Londres e Nova Iorque, justificadas pelos cursos de jornalismo e escrita criativa, Tordo manteve colaborações assíduas com vários jornais e revistas portuguesas. Em 2004, fez-se luz sobre João Tordo como romancista. O livro dos Homens sem luz foi o primeiro do autor a chegar aos escaparates, seguindo-se Hotel Memória, em 2007. Com As três vidas (2008), venceu o Prémio Literário José Saramago, distinção que confirmou o autor como um dos mais promissores da nova geração de escritores portugueses. Livro de grande fôlego, a edição brasileira de As três vidas foi finalista do Prémio Portugal Telecom. 

 

A carreira literária prosseguiu com O Bom inverno, finalista do prémio para Melhor Livro de Ficção Narrativa da Sociedade Portuguesa de Autores e do Prémio Fernando Namora. A tradução francesa de O Bom inverno compôs a plêiade de obras selecionadas para a 6ª edição do Prémio Literário Europeu. Anatomia dos Mártires, romance publicado em 2011, voltou a colocar o escritor entre os finalistas do Prémio Literário  Fernando Namora. Já este ano, os leitores e o mercado editorial aguardaram, com expectativa, a publicação de O Ano Sabático, romance que sublinha o poder encantatório dos enredos criados por João Tordo. Com trabalho realizado no âmbito audiovisual, mediante a escrita de guiões, João Tordo tem traduções dos seus livros publicados em França, Itália, Brasil, Sérvia e Croácia.

Foto © Miguel Manso

3 DE ABRIL | 11:50

Escola B+S Calheta

4 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de morrer longe (Mário de Carvalho)

José Rodrigues dos Santos    Jornalista e escritor (Portugal)   Programa

Rosto indissociável da televisão portuguesa, José Rodrigues dos Santos é o escritor português que mais livro vende no país e um dos autores lusos mais traduzidos. Jornalista desde 1981 quando ingressou na Rádio Macau durante a sua estadia na antiga possessão portuguesa, José Rodrigues dos Santos regressaria a Portugal em 1983 para cursar Comunicação Social, na Universidade Nova de Lisboa. Concluído o curso, rumou a Londres e trabalhou na mítica BBC. O talento do jovem jornalista não passou despercebido em Portugal, pelo que José Rodrigues dos Santos regressaria ao país para integrar os quadros da RTP. Apresentador do noticiário 24 Horas, a eclosão da Primeira Guerra do Golfo “apanhou” José Rodrigues dos Santos em direto, momento ímpar no percurso do jornalista. Protagonista de uma maratona de 10 horas que entrou para a história do jornalismo televisivo português, a façanha contribuiu para guindar o jornalista ao principal palco noticioso da RTP, o Telejornal

 

No ar há mais de quarenta anos, José Rodrigues dos Santos continua, hoje, a ser um dos apresentadores do principal bloco noticioso da televisão pública portuguesa. Doutorado em Ciências da Comunicação, leciona na Universidade Nova de Lisboa e conjuga jornalismo, docência e literatura. Jornalista com um percurso repleto de consagrações – como os três prémios da CNN, cadeia para a qual trabalhou como correspondente durante vários anos -, José Rodrigues dos Santos estreou-se no romance com A Ilha das Trevas. Desde então, o escritor revelou-se um caso raro de produtividade literária. Com 10 romances publicados até ao final de 2012, o jornalista e escritor já vendeu mais de 1,5 milhões de exemplares e as suas obras estão traduzidas em 18 línguas. O seu mais recente livro, A Mão do Diabo, mantém o autor no topo das preferências literárias dos portugueses, na esteira de outros sucessos como Codex 632A Fórmula de DeusO Sétimo Selo ou O Último Segredo.

6 DE ABRIL | 17:15 | Conversa à mesa

Zygmunt Bauman e José Rodrigues dos Santos

Lídio Araújo    Escritor (portugal)   Programa do autor
Escritor madeirense, Lídio Araújo nasceu em Câmara de Lobos em 1951. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante Português-Francês, pela Universidade Clássica de Lisboa, a passagem do autor pela capital portuguesa revelou-se importante para a afirmação das suas raízes, encontrando na literatura um meio de transmissão dos traços etnográficos de um povo. Professor de Língua Francesa numa escola do Funchal, Lídio Araújo é um escritor tardio. Publicou em 2002 o seu primeiro livro, Filhos do Mar. Obra que já conquistou um espaço singular na literatura contemporânea produzida por madeirenses, Lídio Araújo interpreta a ambiência distintiva da classe piscatória de Câmara de Lobos, cuja baía, polvilhada de    pequenas embarcações, Churchill imortalizou na tela. No mesmo ano, lançou A Festa, obra que sintetiza a forma inimitável como os madeirenses celebram a quadra natalícia. No ano seguinte, assinou a primeira coletânea de poemas, Maresias. Os Bravos da Picada, uma narrativa de guerra, sistematiza as suas memórias de Moçambique, onde cumpriu serviço militar durante a guerra colonial. Casa Verde – Tribulações na vida de um seminarista, Princípio...E Fim e, mais recentemente, Ilha – a preto e branco complementam o currículo literário do autor madeirense.

3 DE ABRIL | 11:50

Escola B+S Calheta

6 DE ABRIL | 11:45 | Conversa cruzada

A arte da libertação (Krishnamurti)

Luísa Spínola    Ilustradora (Portugal)   Programa do autor

Luísa Spínola nasceu em 1962, na Madeira, e licenciou-se em Artes Plásticas, variante de Pintura, pelo Instituto Superior de Arte e Design. Mestre em Arte e Património, a carreira artística de Luísa Spínola consolidou-se com a participação em inúmeras exposições colectivas e individuais, desde 1994. Artista com alguns prémios no currículo, Luísa Spínola ilustrou 3 livros de Francisco Fernandes: O Diogo Quer Ser Futebolista, A Madalena Descobre o Basquetebol e O João Gosta do Mar, para além de Antes que a Noite Caia, de Maria Aurora Homem. 

 

Desde 2006, a artista preside aos destinos do Atelier Gatafunhos, um espaço que procura inserir o ofício das Artes plásticas no quotidiano de crianças de 5 anos até jovens de 15.

1 DE ABRIL | 15:00

Orfanato Princesa D. Amélia

2 DE ABRIL | 10:00

Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Professor
Francisco Barreto

2 DE ABRIL | 15:00

Escola Básica e Pré escolar do Boliqueime

Manuela Ribeiro    Escritora (Portugal)   Programa
Manuela Costa Ribeiro nasceu em 1963 na freguesia de Navais, Póvoa de Varzim. Cursou Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras do Porto e, após a conclusão da licenciatura, lecionou Português e Francês. Trabalhou como jornalista na SOPETE Rádio Mar, para além de ter sido correspondente do jornal Público. Funcionária da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim,  é coorganizadora do Correntes d’ Escritas – Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, o maior evento literário do país que comemorou, este ano, o 14º aniversário.   Cocoordenadora da revista Correntes d’Escritas, Manuela Costa Ribeiro é autora das obras Rosa e os Feitiços do MarCatitinha e Cego do Maio, livros indissociáveis de um cenário que sempre marcou a autora: o mar.

4 DE ABRIL | 10:00

Escola B+S Prof. Dr. Freitas Branco (Porto Santo)

5 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

Maria de Menezes    Escritora (portugal)   Programa do autor
Maria João Saraiva de Menezes nasceu no Porto, em 1971. Entre 1987 e 1990, viveu em Macau onde frequentou o primeiro ano do curso de Direito na Universidade da Ásia Oriental. De regresso a Portugal em 1991, ingressou na Universidade Católica Portuguesa, onde se licenciou em Filosofia. É professora de Filosofia e de Educação Moral e Religiosa Católica. Publicou poesia em revistas literárias e jornais. É autora de vários livros para crianças, dos quais se destacam os últimos títulos:    Vasco das Forças, O Bullying e a Violência Infantil e O Menino Natal e o Pai Jesus, Afinal o que é o Natal? Em 2012, a nova delphi apadrinhou a publicação do seu último livro, O Gafanhoto Garoto Não Pode Brincar. Já em 2013, O Dia em Que o Mundo Desapareceu junta a criatividade de Vasco Serôdio - com 10 anos é, "provavelmente, o mais jovem autor português" - e da sua mãe, Maria de Menezes.

2 DE ABRIL | 11:30

Colégio de Santa Teresinha

2 DE ABRIL | 14:30

Biblioteca de Camara de Lobos

Maria do Rosário Pedreira    Escritora E EDITORA (portugal)   Programa do autor
A escritora e editora Maria do Rosário Pedreira é um dos nomes que a década de 90 do século passado consagrou. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Franceses e Ingleses, pela Universidade de Lisboa, Maria do Rosário Pedreira enveredou pelo ensino, lecionando Português e Francês durante cinco anos. O contacto próximo com os jovens alunos influenciaria o rumo que trilharia, dedicando-se a uma criação literária fecunda com as crianças e os adolescentes como destinatários. O seu trabalho como escritora alimenta, há mais de duas décadas, o imaginário infantojuvenil português, mas os terrenos percorridos pela escritora não admitem fronteiras estanques. Nascida em 1959, as primeiras impressões digitais de Maria do Rosário Pedreira como escritora remontam a 1996, ano em que publicou A Casa e o Cheiro dos LivrosSeis anos depois,
  O Canto do Vento nos Ciprestes correspondeu aos anseios de todos aqueles leitores de poesia que esgotaram, num ápice, a primeira edição d’ A Casa e o Cheiro dos Livros. Entre obras poéticas, Maria do Rosário Pedreira lançou vários títulos em prosa, como o romance Alguns Homens, Duas Mulheres e Eu. Antes e depois de 1996, a autora publicou uma miríade de livros infantojuvenis, destacando-se a saga do Detetive Maravilhas e a as aventuras d’ O Clube das Chaves, em parecia com Maria Teresa Maia Gonzalez. Em 2004,voltaria à poesia com Nenhum Nome Depois. Poesia Reunida, obra que condensa a poesia distribuída pelas três coletâneas publicadas e integra o inédito A Ideia do Fim, justificou a atribuição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2012 a Maria do Rosário Pedreira. Com uma já longa carreira como editora, a galardoada escritora exerce funções na Leya, um dos maiores grupos editoriais lusófonos.

5 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 15:30 | Conversa cruzada

A arte de pagar as suas dívidas (Balzac)

Mariano Deidda    CANTAUTOR (Itália)   Programa

Mariano Deidda é um caso inimitável no panorama musical europeu. Italiano natural da Sardenha, o cantautor “cruzou-se” com a obra de Fernando Pessoa e foi agraciado com uma verdadeira epifania. Com vários discos dedicados à poesia de Pessoa, a voz de Deidda materializa um fenómeno de alquimia, com a obra do poeta português como centelha que cria ilhas de beleza. Autor da trilogia Deidda Interpreta Pessoa, o cantor e compositor sardo representou a música italiana durante a Expo 98, em Lisboa, e apaixonou-se pela ilha do Porto Santo, um dos seus destinos prediletos. Na ilha que acolheu Cristóvão Colombo, Mariano Deidda gravou um vídeo-clip para o cd dedicado a Cesare Pavese, nome maior entre os poetas transalpinos. Antes, Deidda lançou L’era dei Replicanti, trabalho que integra o tema Porto Santo, um tributo que sublima a “ilha dourada”. 

 

Este trabalho justificou a atribuição do título “melhor cantautor do ano”, em Itália. Presença assídua nos mais afamados teatros europeus, Mariano Deidda assume-se como um embaixador itinerante de Fernando Pessoa. Em 2012, o músico lançou um livro que escrutina as afinidades entre Fernando Pessoa e Cesare Pavese, Da Pessoa a Pavese, così lontani, così vicini. Já em 2013, o mercado editorial acolheu Deidda canta Pavese – Un paese ci vuole -, reedição do trabalho discográfico com a adição de um livro que inclui três pequenas histórias escritas por Mariano Deidda.

5 DE ABRIL | 21:30

Concerto | «Da minha língua vê-se o mar»

Massimo Cavalli    Músico (Itália)   Programa

Nasceu em Trivero, Itália, em 1969. Mudou-se para Portugal em junho de 1996. Em setembro de 2006, licenciou-se em Contrabaixo Jazz na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo do Porto. Em 2011 acabou o mestrado em Interpretação Artística Jazz na mesma escola. Iniciou a sua atividade profissional em 1990, tocando em vários clubes no Norte da Itália. Participou em vários festivais no mundo. Atuou, entre outros, com Laurent Filipe, Jacinta, Ficções, Melissa Walker, Amélia Muge, Joel Xavier e Didier Lockwood, Jean Pierre Como Trio e Quarteto. 

  Colaborou, entre 2003 e 2009, com o grupo Ala dos Namorados, gravou com Mafalda Veiga e João Pedro Pais o CD ao vivo Lado a Lado, atuando na respetiva tour nacional. Atualmente colabora com Susana Félix e com o projeto Rua da Saudade, com o quarteto de Alexandre Diniz e com Laurent Filipe, The Song Band. Leciona na Universidade Lusíada de Lisboa, na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas e na Escola de Jazz do Barreiro. Em setembro de 2012 lançou o primeiro trabalho em seu nome com composições originais, Varandas do Chiado.

3 DE ABRIL | 21:00

Espetáculo | Jazz, a Minha Arte

5 DE ABRIL | 21:30

Concerto | «Da minha língua vê-se o mar»

Naomi Wolf    Ativista política e crítica social (EUA)    

É uma jornalista e escritora norte-americana que se tem destacado pelo seu ativismo político e crítica social. O seu livro de 1991, O Mito da Beleza, foi um bestseller internacional que desafiou a indústria da cosmética e a existência de padrões irrealistas de beleza. O The New York Times considerou-o um dos livros mais importantes do século XX. É cofundadora do The Woodhull Institute for Ethical Leaderships, uma organização que ensina jovens mulheres a tornarem-se líderes e agentes de mudança no século XXI e da The American Freedom Campaigneuma organização vocacionada para a sensibilização dos cidadãos para a proteção individuais consagrados na constituição.

 

Escreveu ensaios para o The New Republic, The Wall Street Journal, Glamour e The New York Times e é uma das colunistas do projeto Syndicate, cujos artigos têm sido publicados em Portugal pelo jornal Público. Em 2012, Naomi Wolf regressou ao mercado editorial português, sob a chancela da nova delphi, com O fim da América – carta de aviso a um jovem patriota, uma espécie de diatribe contra um país que perdeu o rasto dos seus Fundadores. O último livro de Naomi Wolf, Vagina -  a Cultural History (2012), voltou a provocar abalos sísmicos nos meios literários, sociais e políticos,  em consonância com um trajeto interventivo que faz da confrontação e rutura as suas grandes premissas.

3 DE ABRIL | 18:00

Conferência inaugural

3 DE ABRIL | 19:00 | Conversa à mesa

Naomi Wolf e Rui Tavares

 

Paula Moura Pinheiro    Jornalista (Portugal)   Programa
Licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa e pós-graduada em Direito Comunitário pelo Instituto Europeu da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o início da carreira jornalística de Paula Moura Pinheiro remonta a 1987. Mais tarde, em 1992, estreou-se no pequeno ecrã, suporte através do qual contribuiu para fazer história no jornalismo cultural português. Subdiretora da RTP2 entre 2006 e 2012, Paula Moura Pinheiro editou e apresentou o Câmara Clara até à sua extinção. Programa emblemático no âmbito da divulgação e debate culturais, a jornalista entrevistou centenas de convidados que asseguravam a dose diária recomendada de grande Arte. Escritores, músicos, historiadores, filósofos, dramaturgos, arquitetos, cineastas e escultores, entre outros intérpretes da Arte, eternizaram uma Câmara Clara cujo brilho orientador não se apaga.  

Na rádio, a voz de Paula Moura Pinheiro ecoou, pela primeira vez, em 1994. Na imprensa escrita, foi entrevistadora, repórter e colunista da revista Grande Reportagem durante seis anos. Colaboradora do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas como dinamizadora de comunidades de leitores por todo o país, Paula Moura Pinheiro assinou o Guia de Leituras do IPLB de 2003 e promoveu, em articulação com a Fundação Calouste Gulbenkian, os Clássicos. Mentora da animação cultural das 74ª e 75ª edições da Feira do Livro de Lisboa, a jornalista tem quatro livros editados: 27/8Portugal no Futuro da EuropaEstória da Pré-História do Chapitô Viagem de Regresso.

5 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de lidar com as mulheres
(Schopenhauer)

Paulo Sérgio BEJu    Ilustrador (portugal)   Programa do autor
Nasceu no Monte, Funchal, em 1971. Em 1999, concluiu a licenciatura em Artes Plásticas – Escultura e, em 2003, pós-graduou-se em Direção Artística. Tem desenvolvido diversos projetos no âmbito da expressão dramática, teatro, cenografia, performance, artes plásticas e curadoria. Tem participado, desde setembro de 2002, em exposições individuais e coletivas, como artista plástico. Recebeu diversos prémios no âmbito do teatro (encenação), escrita e artes plásticas,   destacando-se o 1º prémio no Concurso de Poesia de Abrantes (junho de 1996) e o 1º prémio do Concurso de Artes Plásticas Henrique e Francisco Franco (Calheta, dezembro de 2005), atribuído por um júri presidido pela curadora Isabel Carlos. Recentemente, ilustrou o livro As Coisas mais belas do mundo, de Valter Hugo Mãe, lançado em Setembro de 2010. Ilustrou, também, O Pote da Peste e o Pote de Ouro, o primeiro título da coleção Mistério e Fantasia, da nova delphi.

1 DE ABRIL | 18:00

ATL Gymboree

2 DE ABRIL | 9:30

Externato Princesa D. Maria Amélia

2 DE ABRIL | 14:30

Biblioteca de Camara de Lobos

Pedro Mexia    Escritor e Crítico Literário (Portugal)   Programa do autor
Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, Pedro Mexia nunca exerceu e mantém a sua inscrição na Ordem dos advogados suspensa ad aeternum. Cronista e crítico do Diário de Notícias entre 1998 e 2007, Pedro Mexia, nascido em 1972, foi um dos grandes impulsionadores da blogosfera portuguesa. A Coluna Infame, blogue que mantinha com Pedro Lomba e João Pereira Coutinho, marcou uma época e abriu as portas da imprensa escrita a talentos que se revelaram nos blogues. Antes, Pedro Mexia estreou-se no DN-Jovem, uma rubrica, mais tarde suplemento, que catapultou muitos daqueles que, hoje, enformam a nova geração de escritores portugueses. Autor de uma crónica semanal no Expresso, para além de uma coluna mensal na revista LER, Pedro Mexia foi subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa, sucedendo ao saudoso João Bernard da Costa.   Membro do Governo Sombra, programa radiofónico que ganhou plataforma no pequeno ecrã, Pedro Mexia publicou seis livros de poemas: Duplo Império, Em Memória, Avalanche, Eliot e Outras Observações, Vida Oculta e Senhor Fantasma. Em 2011, o autor lançou Menos por Menos – Poemas Escolhidos, uma súmula do seu percurso poético. Para além da poesia, Mexia publicou quatro coletâneas de crónicas e a sua poesia perfila-se em várias antologias. Eclético, Pedro Mexia também já deixou marcas na dramaturgia. Entre outras impressões digitais, encenou a peça Agora a Sério, de Tom Stoppard.

6 DE ABRIL | 10:00 | Conversa cruzada

A arte da guerra (Sun Tzu)

Raquel Ochoa    Escritora (Portugal)   Programa
Licenciada em Direito, Raquel Ochoa nasceu na capital portuguesa em 1980. Nome de vulto entre a nova geração de escritores portugueses, a carreira literária de Raquel Ochoa destaca-se por um início auspicioso. O seu primeiro romance, A Casa-Comboio, foi distinguido com o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís, em 2009, e traduzido em Itália pela sucursal transalpina da nova delphi. Epopeia de uma família indo-portuguesa, originária de Damão, joia da Índia Portuguesa, a obra reflete a paixão de Raquel Ochoa pela Índia, um dos destinos prediletos de quem considera que o mundo lê-se a viajar. Errante, as ininterruptas viagens de Raquel Ochoa são digeridas pela arte da crónica, bem representada em O Vento dos Outros, um relato de viagens à América do Sul publicado em 2008.  

No mesmo ano, a escritora e formadora de Escrita Criativa também deu a conhecer Bana – Uma vida a cantar Cabo Verde. Em 2011, Raquel Ochoa aventurou-se no registo biográfico, reconstituindo a vida de D. Maria Adelaide de Bragança, A Infanta Rebelde. O seu segundo romance, Sem Fim à Vista – a viagem, chegou aos escaparates em 2012 e recupera o enlevo da narrativa de viagens, cujo protagonista, portador de problemas cardíacos, deambula por Singapura, Malásia, Indonésia, Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong, Macau e Sri Lanka.

 

4 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de morrer longe (Mário de Carvalho)

Raquel Varela    Historiadora (Portugal)   Programa

Raquel Varela é investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena o Grupo de Estudos do Trabalho e dos Conflitos Sociais e investigadora do Instituto Internacional de História Social. É coordenadora do projeto História das Relações Laborais no Mundo Lusófono. Doutorada em História Política e Institucional pelo ISCTE, Raquel Varela é, neste momento,Presidente da International Association Strikes and Social Conflicts. Autora de Quem paga o Estado Social em Portugal?, uma obra que reúne contributos que procuram desmontar o “mito” do Estado” gordo”, a investigadora publicou, em 2011, História da Política do PCP na Revolução dos Cravos. Coordenadora da obra  Revolução ou Transição? - História e Memória da Revolução dos Cravos, Raquel Varela foi cocoordenadora de Greves e Conflitos Sociais no Portugal Contemporâneo e de O Fim das Ditaduras Ibéricas (1974-1978).

 

Os seus artigos estão publicados em revistas nacionais e internacionais com arbitragem científica, como Revista Brasileira de HistóriaHispaniaXX Century CommunismRevolutionary RussiaHistoria del PresenteRevista Espacio, Tiempo y Forma e Análise Social. Especialista em História Global do Trabalho e História do Estado Social, Raquel Varela tem vindo a desenvolver um importante trabalho sobre o comunismo europeu, tornando-se uma autoridade no estudo comparativo dos Partidos Comunistas Europeus. 

6 DE ABRIL | 15:30 | Conversa cruzada

A arte de pagar as suas dívidas (Balzac)

Ricardo Miguel Oliveira    Diretor Diário de Notícias (Portugal)   Programa
Diretor do Diário de Notícias e da TSF-Madeira, Ricardo Miguel Oliveira foi redator do jornal mensal Presença Portuguesa, editado em Paris, e coordenador na Madeira do Correio da Venezuela. No DN-Madeira, desempenhou as funções de jornalsista, subchefe de redação, subdiretor,  editor de Economia e editor executivo. Passou pela Rádio Jornal da Madeira e pela Estação Rádio da madeira, onde foi chefe de redação. Licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, frequentou vários cursos na área da Comunicação Social, entre os quais o diploma e Jornalismo e Ciências de Informação no Institut Français de Presse.   Lecionou Jornalismo na Escola Profissional Atlântico e tem sido orador em diversos seminários, comentador televisivo e moderador de debates, conferências e afins, com destaque para as conferências finais da iniciativa promovida pelo DN-Madeira, 100 maiores e melhores empresas da Madeira.

6 DE ABRIL | 10:00 | Conversa cruzada

A arte da guerra (Sun Tzu)

Roberto Macedo    Ilustrador (portugal)   Programa do autor
Licenciado em Engenharia Informática, Roberto Macedo Alves é um verdadeiro representante da Terceira Cultura, ideário que estimula uma relação íntima entre as diversas áreas do saber. Eclético e autodidata, Roberto Macedo Alves é um cultor da Arte inclusiva. “O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso”, sintetizou Fernando Pessoa num verso que o engenheiro de formação, e artista por devoção, interpreta como poucos. Entusiasta da BD como género literário, o fascínio de Roberto Macedo Alves pelos super-heróis materializou-se na Livraria Sétima Dimensão, espaço que protege a longa herança da BD.     Com uma atividade artística intensa, o seu primeiro trabalho foi publicado na revista X-Men 50. Organizador dos simpósios PechaKucha Nigths e do Festival de Arte Sequencial da Madeira, entre as suas obras publicadas encontra-se o livro Os Sonhos dos Maravilhas, edição que assinalou o centenário do Centenário do Club Sport Marítimo.

2 DE ABRIL | 10:30

Colégio de Santa Teresinha

2 DE ABRIL | 14:30

Biblioteca do Curral das Freiras

Rui Tavares    Escritor e historiador (Portugal)   Programa
Rui Tavares nasceu em Lisboa, corria o ano de 1972. Especialista em História e Cultura do Século XVIII, deputado independente ao Parlamento Europeu, a opinião de Rui Tavares tornou-se referência desde os tempos áureos da blogosfera. Dinamizador do blogue coletivo O Barnabé, o historiador, tradutor e escritor português rapidamente encontrou na imprensa escrita veículo para a medição dos tempos. Colaborador do jornal Público há mais de sete anos, Rui Tavares é autor de O Pequeno Livro do Grande Terramoto, uma obra de índole ensaística que disseca as consequências políticas, sociais, económicas, culturais e religiosas do grande terramoto que abalou Lisboa em 1755. Obra aclamada que não se confina ao sismo que destruiu grande parte da capital portuguesa, Rui Tavares enceta uma análise sagaz que expõe a relação causal entre tragédias que marcaram toda a Humanidade e as grandes transformações que delas resultaram.   

Outra obra icónica no percurso historiográfico de Rui Tavares, O Regicídio, escrito em parceria com a historiadora Maria Alice Samara, debruça-se sobre o assassinato do Rei D. Carlos e do Príncipe Herdeiro, episódio sangrento que viria a sentenciar o regime monárquico português. Eclético, o percurso de Rui Tavares também visitou o teatro, com a peça O Arquiteto. Em 2012, o eurodeputado eleito em 2009 publicou o ensaio A Ironia do Projeto Europeu, obra que diagnostica as debilidades do projeto político europeu e mergulha no passado para encontrar “os fios de uma narrativa perdida.”

3 DE ABRIL | 19:00 | Conversa à mesa

Naomi Wolf e Rui Tavares

5 DE ABRIL | 16:00

Universidade da Madeira

Rui Zink    Escritor (portugal)   Programa do autor
Rui Zink nasceu em Lisboa nos alvores da década de 60. Licenciado em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na qual exerce funções como Professor auxiliar, o início da carreira de Rui Zink como ficcionista remonta a 1987, ano em que publicou Hotel Lusitano. Na década de 90, e depois de uma passagem pela Universidade de Michigan como Leitor de Língua Portuguesa, Zink foi um dos protagonistas da Noite da Má Língua, programa que atribuiu à arte da sátira o palco da televisão. Polémico, o autor assume que se socorre do “estilo pirata” como orientador de uma intervenção que não se esgota na literatura: “lanço-me sobre a questão que me interessa de pé descalço e de faca nos dentes.” Autor multifacetado, Apocalipse Nau, publicado em 1996, foi muito bem acolhido pela crítica. Antes, o escritor lançou livros de contos – como A realidade agora a cores e 
   

 Homens-Aranhas -, e regressou aos romances com O Suplente, em 2000,  e Os Surfistas, em 2001, obra pioneira por resultar da interação entre o escritor e os internautas, através de um portal.  Devoto da BD como género literário, Zink dedicou a sua tese de doutoramento à produção de BD portuguesa entre 1968 e 1994. Como argumentista, o seu nome está ligado a vários livros de BD, entre os quais Major Alverca, uma paródia da série televisiva Major Alvega. Tradutor de autores como Saul Bellow, Rui Zink foi galardoado com o Prémio P.E.N. Clube Português pela obra Dádiva Divina. Destino Turístico, por sua vez, integrou a antologia Best European Fiction 2012. Entre 2011 e 2012, Rui Zink revelou-se particularmente prolífero, dando à estampa três livros que consolidam o seu estatuto de escritor-barómetro, expressão que lhe é cara: O Amante é Sempre o Último a Saber, Luto pela Felicidade dos Portugueses e A Instalação do Medo.

Foto © Alfredo Cunha

4 DE ABRIL | 10:00

Escola Secundária Francisco Franco

4 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 15:30 | Conversa cruzada

A arte de pagar as suas dívidas (Balzac)

Sérgio Godinho    Cantautor (Portugal)   Programa

Nascido em 1945, no Porto, Sérgio Godinho é um dos grandes nomes da música portuguesa das últimas quatro décadas. Com mais de 20 discos editados, entre os quais 17 álbuns de originais, Godinho estreou-se com Os Sobreviventes, em 1971. O título do trabalho de estreia, gravado em França, revelou-se um bom prenúncio para a carreira do artista que resistiu à voracidade com que os tempos consomem “ídolos”. Ainda no estrangeiro, num exílio motivado pela perseguição que o regime do Estado Novo movia contra os seus detratores, Sérgio Godinho lançou o segundo álbum, Pré-História. Discos premiados pela Casa da Imprensa e censurados pela ditadura, Godinho assumiu sempre o estatuto de “artista comprometido”. Após o advento do regime democrático, o cantor e compositor regressou ao país e contribuiu para moldar a tessitura cultural da jovem democracia. Com Um Brilhozinho Nos Olhos, Godinho cantou o ideário da reinvenção, pessoal e coletiva. Primeiro Dia e Terça-Feira, entre outros temas, elevaram o cantor ao estatuto de intérprete de uma certa portugalidade. O regresso à Pátria deu origem a uma atividade fulgurante. Em 1975, com outros nomes incontornáveis da canção de intervenção, como José Mário Branco e Fausto, Sérgio Godinho desdobra-se entre os palcos, a composição de temas para filmes e, ainda, na representação como ator em Os Demónios de Alcácer Quibir. Os tempos fervilhantes do período pós-revolução contagiam Godinho. Em 1979, o cantor edita o seu sexto álbum de originais, Campolide, considerado o Melhor Álbum de Música Portuguesa do Ano. Canto da Boca, no início da década 80, voltou a merecer laudatórias. 

 

A Casa da Imprensa contemplou-o com o prémio para Melhor Disco Português do Ano e com o galardão que distingue o Melhor Cantor Português do Ano. Ainda nesse reluzente decénio, Sérgio Godinho gravou temas compostos em parceria com alguns dos mais conceituados músicos brasileiros, como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento, e integrados no álbum Coincidências. A cortina desceu sobre os anos 80 e Godinho contava com um notável pecúlio: seis álbuns. Na década de 90, e já com 20 anos de carreira, o cantor assumiu-se como “escritor de canções”, nome do espetáculo minimalista – apenas com dois músicos acompanhantes - que que deu origem a um álbum homónimo. Artista versátil, foi autor de uma série para televisão, Luz na Sombra, e realizou três pequenos filmes de ação, com argumento e música próprios, para além de ter escrito e ilustrado a obra infantojuvenil O pequeno livro dos medos. Já no século XXI, o “escritor de canções” dissecou o Mundo à Lupa, álbum queantecedeu uma trilogia que assinalou 30 anos de carreira. Ligação direta, de 2006, e Mútuo Consentimento, de 2011, reforçam a discografia de um artista que parece ter descoberto O Elixir da Eterna Juventude. Na passagem dos 40 anos de carreira, em 2011, a editora Abysmo homenageou o músico com a publicação da obra gráfica Sérgio Godinho e as 40 ilustrações. João Paulo Cotrim, editor da Abysmo, convidou 40 artistas que ilustraram outros tantos temas selecionados pelo próprio Sérgio Godinho. 

5 DE ABRIL | 21:30

Concerto | «Da minha língua vê-se o mar»

Sílvio Fernandes    Escritor (portugal)   Programa

Sílvio Fernandes é Professor Auxiliar no Centro de Competências de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. Doutorado em Letras – Estudos Humanísticos, pela Universidade da Madeira, em 2006, tem lecionado as unidades curriculares de Teoria da Comunicação e Argumentação, Retórica e Comunicação, bem como Matrizes da Cultura Ocidental. Para além da atividade docente e de investigação, exerce as funções de Presidente do Centro de Competências de Artes e Humanidades.  

  Foi também Presidente do CITMA – Centro de Ciência e Tecnologia da Madeira e Pró-Reitor da Universidade da Madeira. Atualmente está indicado para integrar a equipa reitoral da Universidade, na qualidade de Vice-reitor.

6 DE ABRIL | 11:45 | Conversa cruzada

A arte da libertação (Krishnamurti)

Tabish Khair    Escritor (Índia)   ProgramA
Nascido na Índia, em 1966, Tabish Khair é um autor anglófono prolífero e eclético. Poeta, novelista e ensaísta com várias obras exaltadas pela crítica, Tabish Khair concilia a atividade literária com uma carreira académica que o levou até à Dinamarca, onde atualmente leciona na Universidade de Aarhus. Com livros dispersos pelo globo e traduzidos em várias línguas, Lugar Marcado, cujo original inglês remonta a 2004, concretizou a estreia de Tabish em língua portuguesa, sob os auspícios da nova delphi.    Ao longo de um trajeto literário pleno de originalidade, sucederam-se as loas a um dos mais fascinantes escritores indianos da contemporaneidade. Contemplado com o prémio All-India Poetry Prize, o talento de Tabish justificou a sua nomeação para o galardão britânico Encore Award, pela obra Bus Stopped (Lugar Marcado, nova delphi, 2011) – e para o The Man Asian Literary Prize, para além de outras nomeações prestigiantes em cinco países. Tabish Khair mantém colaborações com jornais incontornáveis no mundo anglófono, como o The Guardian, Hindu e Times of India.

5 DE ABRIL | 16:00

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 11:45 | Conversa cruzada

A arte da libertação (Krishnamurti)

Tiago Patrício    Escritor (portugal)   Programa do autor
Nasceu na Madeira, em 1979, e rumou a Trás-os-Montes com apenas 9 meses. Da ilha levou uma memória inacessível, mas a cidade que se espreguiçava no Atlântico haveria de povoar o imaginário de Tiago Patrício. Filho de um Marinheiro de Comunicações e de uma professora da Telescola, o farmacêutico de profissão viveu na Fortaleza do Pico, sobranceira ao Funchal. A vida deu-lhe o que não passa de um ideal onírico para quase todas as crianças: ter um castelo como casa. Entrincheirado na austeridade telúrica de Trás-os-Montes, a ilha exerceu sempre um forte fascínio sobre Tiago Patrício. Aos 19 anos, e honrando a tradição familiar, o escritor decide ingressar na Marinha de Guerra, após um “ano sabático” durante o qual se dedicou a uma leitura voraz que lhe permitiu acumular e solidificar referências literárias. Com o Funchal como ancoradouro de devaneios desde a infância, Tiago Patrício chegou pela primeira vez à Madeira como tripulante da fragata Batista de Andrade e no Verão de 1999 participou na regata  

internacional Canárias-Madeira, a bordo do Navio Escola Vega, período durante o qual pôde reconstruir, na plenitude dos sentidos, a relação insular com o seu arquipélago-natal. Mais tarde, Tiago Patrício abandonaria a vida militar, optando pelo regresso à faculdade de farmácia. Com o vagar académico típico de quem atribui primazia à criação literária, o escritor natural da Madeira dedicou-se a múltiplos projetos paralelos. O desempenho académico ressentiu-se, mas o caminho estava escolhido. Em 2011, Tiago Patrício foi contemplado com dois prémios literários que o confirmaram como valor incontestável entre a nova geração de escritores portugueses. Com o romance Trás-os-Montes, arrebatou o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís. A Memórias das Aves, coletânea de poemas, valeu-lhe o Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire. Antes, Tiago Patrício foi galardoado com o Prémio Daniel Faria pelo seu livro de estreia, O Livro das Aves, em 2009.           

4 DE ABRIL | 11:30

Escola B+S Dr. Ângelo Augusto da Silva

4 DE ABRIL | 14:30

Universidade da Madeira

4 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de morrer longe (Mário de Carvalho)

 

Tiago Salazar    Escritor (Portugal)   Programa
Tiago Salazar nasceu em Lisboa em 1972. Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. Trabalha como jornalista desde 1991, tendo publicado, entre outros títulos, no Diário de Notícias, Grande Reportagem e Vogue. Foi vencedor do prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura, em 1995. É autor de diversos contos publicados no jornal Expresso, na revista Ficções, no DNA, na revistas Egoísta e Mea-Libra, do Centro Cultural do Alto Minho.    Em 2010 foi bolseiro da Fundação Luso-Americana, em Washington, ao abrigo da Bolsa José Rodrigues Miguéis. Andarilho, publicou quatro livros de viagens: Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo (2008), As Rotas do Sonho (2010) e Endereço Desconhecido (2011). Atualmente é jornalista freelancer, cronista da revista Visão & Viagens, guia de “Viagens Literárias” e formador na área da escrita e literatura de viagens. É ainda autor e apresentador do programa Endereço Desconhecido, em exibição na RTP2.

4 DE ABRIL | 10:00

Escola B+S Padre Manuel Álvares

4 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de morrer longe (Mário de Carvalho)

Waldir Araújo    Escritor (Guiné-Bissau)   Programa
Waldir Araújo nasceu na Guiné-Bissau em 1971. Em 1985 viaja, pela primeira vez, para Portugal. É em Lisboa que prossegue os estudos secundários e académicos, em Direito, e alimenta a paixão pelas palavras. Jornalista desde 1996, passa pela imprensa escrita, pertencendo aos quadros da revista Valor e colaborando com vários jornais e revistas. Desde 2001 que exerce a profissão na RDP África. Publica, de forma regular, prosas e poemas em sites culturais portugueses e brasileiros. Em 2004 é-lhe atribuída a Bolsa de Criação Literária pelo Centro Nacional da Cultura, de Portugal, o que lhe proporciona uma investigação de vários meses junto da comunidade dos “Rabelados”, na Ilha de Santiago, Cabo Verde.   

Admirável Diamante Bruto e Outros Contos é o primeiro livro de Waldir Araújo, um conjunto de treze contos nos quais diversos personagens vão vivendo no meio de acontecimentos, umas vezes fantásticos, outras vezes tão reais, sempre num ambiente onde sobressai a Guiné, através do olhar de um narrador, cuja existência carrega também o desencanto de uma certa urbanidade.

Foto © José Eduardo Agualusa

4 DE ABRIL | 10:00

Escola B+S Prof. Dr. Freitas Branco (Porto Santo)

5 DE ABRIL | 18:00 | Conversa cruzada

A arte de lidar com as mulheres
(Schopenhauer)

Zygmunt Bauman    Escritor e Sociólogo (Polónia)   Programa
Um dos mais insignes pensadores da contemporaneidade, Zygmunt Bauman nasceu em 1925, na Polónia. Sociólogo, iniciou a sua carreira académica na Universidade de Varsóvia e logo gerou convulsões. Antes, o “mal absoluto” nazi, como o definiu Hannah Arendt, fez da Polónia uma das suas vítimas. As vagas antissemitas obrigaram Bauman ao exílio na Rússia, integrando-se no exército polaco, sob a égide soviética, para combater Hitler. Condecorado pelo seu contributo durante o apocalipse da II Guerra Mundial, prosseguiu uma carreira militar que viria a ser interrompida porque o seu pai tentou obter, junto da embaixada de Israel, carta-branca para emigrar. Dedicando-se, exclusivamente, à carreira académica, em 1957 Bauman publicou o seu primeiro livro, anunciando ao que vinha. Em plena Guerra Fria e num país que vivia à sombra da “Cortina de Ferro”, Bauman reflete sobre as premissas que sustentam o centralismo democrático de Lenine.   

Mais tarde, essa rebeldia intelectual de Bauman fez dele um alvo. Com livros censurados, Bauman foi obrigado a emigrar, estabelecendo-se como professor titular na Universidade de Leeds, após passagens pelo Canadá, Estados Unidos e Austrália, etapas durante as quais reconstruiu a sua carreira. Autor com uma obra imensa, entre livros e ensaios, tudo o que compõe o quotidiano está sujeito ao crivo de Bauman. Com Modernidade Líquida, livro através do qual o professor emérito da Universidade de Leeds escalpeliza estes tempos hostis à construção de laços sólidos, Bauman cunhou um conceito. Em Modernidade e Holocausto, uma das suas mais aclamadas obras, o sociólogo diagnostica as repercussões virulentas que percorreram os tempos, até hoje. Há mais de meio século “a traduzir o Mundo em textos”, como se autodefiniu, A nova delphi publicou, este ano, Europa Líquida, uma entrevista em forma de livro que reforça a sagacidade analítica de Zygmunt Bauman.

Foto © Mariusz Kubik

5 DE ABRIL | 16:00

Universidade da Madeira

6 DE ABRIL | 17:15 | Conversa à mesa

Zygmunt Bauman e José Rodrigues dos Santos